BRIAN KIBUUKA
( BRASIL - RIO DE JANEIRO )
Professor Adjunto de História Antiga e Medieval (UEFS). Docente Permanente no Programa Pós-Graduação em História (PPGH-UEFS) e no Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PPGEL/UEFS).
Doutor em História Social na Universidade Federal Fluminense (2021). Mestre em Estudos Clássicos pela Universidade de Coimbra (2022), Mestre em Letras Clássicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013), Mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense (2012), Graduado em Letras (Português e Grego Clássico) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013), Graduado em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo (2009).
Membro Integrado do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra, Portugal. Membro do Eurykleia (Institut national d’histoire de l’art – Universidade de Paris 1-Panthéon-Sorbonne, França). Coordenador Geral da Rede Internacional LUCES (Lusophone Collective for Higher Education Support). Pós-doutor em História pela Universidade de Paris 1-Panthéon-Sorbonne (2023). Atua no campo de Estudos Interseccionais de Gênero, Subalternidades, Análise de Discurso e dos Estudos de Gênero.
 |
ANTOLOGIA SELVAGEM: UM BESTIÁRIO DA POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA/ Alexandre Bonafim, Claudio Daniel e Fábio Júlio (org.) - Franca, SP: Cavalo Azul, 2025. 372 p. ISBN 978-65-83644-11-4
Exemplar da biblioteca de SALOMÃO SOUSA.
Entre pássaros e libélulas
Ontem eu vi um cavalo com sede de abismo
mordendo as beiradas do vento.
Vi também uma formiga carregando o mundo
em forma de farelo.
— E ninguém aplaudiu.
Mas eles não se importaram —
bichos não falam, bem mentem:
eles mastigam a existência
com a boca cheia de mundo.
Por isso, eu queria ser um pouco mais ave,
um pouco menos gente.
Cantar sem motivo,
farejar o invisível,
dormir ao lado da relva
sem perguntar quem vai me amar amanhã.
Porque bicho que é bicho
ama com o corpo inteiro,
e quando morre
se deita no chão
sem precisar inventar o céu.
— Com licença:
vou ali conversar com uma libélula.
Porque conversas com libélulas rendem bons silêncios.
*
VEJA e LEIA outros poetas do RIO DE JANEIRO em nosso Portal:
https://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_de_janeiro/rio_de_janeiro.html
Página publicada em fevereiro de 2026
|